Yunus negócios sociais

Fundada na Índia por Muhammad Yunus, a empresa Yunus é inovação no equilíbrio entre negocio e filantropismo. Murhammad era ex funcionário publico e ao observar o negócio de mulheres artesãs e a forma de como elas eram exploradas por agiotas, viu uma oportunidade de lucro e ação social.
Fugindo do modelo de bancos, Yunus decidiu financiar do próprio bolso sem as exigências dos bancos. A ideia foi bem-sucedida, o retorno do empréstimo foi de 98%, quando não foi mais capaz de manter a ideia com o próprio bolso, Yunus fundou o Grameen Bank .O banco manteve o foco nas camadas mais pobres, de zona rural e mulheres buscando neles capacidades profissionais não utilizadas.
Assim foi criado o negócio social, empresas que têm ideia de apresentar soluções sociais a população, sendo capazes de se manter não possuindo acionistas. Essas empresas são capazes de funcionar como em um negócio normal, mas quando há lucro, ele é investido para maximizar o impacto social.
Nos últimos anos o modelo se espalhou pelo mundo, inclusive os bancos tradicionais começaram a adotar algo próximo a ideia de Yunus, com o nome de microcrédito.
No Brasil, a ideia está evoluindo, a própria Yunus investe em algumas iniciativas. Como uma que cria horta em casas da favela do Rio e vende produtos orgânicos a população, ou a cooperativa de pedreiros que reformam várias casas ao mesmo tempo em grande velocidade
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A palestra da Yunus me fez pensar em como a ideia de negócio social pode se aplicar no cenário de Salvador.
Em conversa com alguns professores da Universidade Politécnica me foi passada a ideia de pensar na reutilização de lixo eletrônico. Utilizando o método de funil, reuni o máximo de ideias que fui capaz.
1 – Adicionar pontos de coleta de lixo eletrônico por toda cidade.
2 – Parceria com empresas para reutilização de seus materiais e venda mais barata daquilo que foi reciclado.
3 – Parceria com a Limpurb para treinar alguns dos funcionários para identificar o que é recuperável.
4 – Treinamento de jovens aprendizes em eletrônica básica para ajudar no processo de recuperação (trainee e jovem aprendiz).
5 – Parceria com a prefeitura e governo do estado para utilizar peças recicladas em suas secretarias.
6 – Treino de catadores de latinha e moradores de rua para identificar o que é recuperável.
7 – Venda de componentes